Manual para conservação e reparo de livro
Escrito em 9 May, 2008 por Murilo Contro
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Cristovam Buarque - Sobre a internacionalização da Amazônia
Escrito em 7 May, 2008 por Murilo Contro
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Sempre vale relembrar…
Durante debate ocorrido no mês de Novembro/2000, em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Segundo Cristovam, foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para a sua resposta:
“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo e risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado
Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou
de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveriam pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.”
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Músicas Literárias - Zé Ramalho
Escrito em 1 May, 2008 por Murilo Contro
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Certas músicas contam histórias, algumas parecem que saltaram de um bom livro devido a verossimilhança que conseguem alcançar em suas letras. Isso faz que eu me sinta espectador da ação passando a viver o que é cantado.
Muitas músicas do Zé Ramalho carregam isso, os detalhes, os arranjos, algumas rimas, aquela palavra usada de forma certeira que realmente faz jus a parecer música para os ouvidos, entre as entrelinhas que existem em suas letras com mensagens libertinas.
Músicas de Zé Ramalho, para ouvir e sentir:
Avohai - Zé Ramalho
A primeira estrofe já demonstra tamanha minuciosidade em descrever o personagem central. Seguindo, a canção continua traçando detalhes do personagem, agora sobre sua face: …Pares de olhos tão profundos Que amargam as pessoas que fitar…
Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde coarava
Sua camisa e seu alforje de caçador
Oh meu velho e invisível Avôhai
Oh meu velho e indivisível Avôhai
Neblina turva e brilhante em meu cérebro coágulos de sol
Amanita matutina e que transparente cortina ao meu redor
E se eu disser que é meio sabido você diz que é meio pior
E pior do que planeta quando perde o girassol
É o terço de brilhante nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira que nunca dormia só
Avôhai… Avô e pai
Avôhai
O brejo cruza a poeira de fato existe
Um tom mais leve na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar
Mas que bebem sua vida, sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai…
Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
Se eu calei foi de tristeza, você cala por calar
E calado vai ficando, só fala quando eu mandar
Rebuscando a consciência, com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapeta
No jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar
Avôhai… Avôhai
Avôhai… Avôhai
Vila do Sossego - Zé Ramalho
A rima aplicada de forma constante deixa a música harmoniosa como uma poesia. Veja: …Que normalmente, comumente, fatalmente, felizmente, displicentemente o nervo se contrai, oh, com precisão... e …Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço chamo o Padre “Ciço” para me benzer, oh, com devoção…
Outro momento que faz eu imaginar uma leitura, é a forma de relatar certas ocasiões. Como falei no início deste artigo, letras que usando palavras certeiras deixam a leitura, ou melhor a canção ótima para os ouvidos. Fazendo analogias e deixando nossa imaginação fluir, esse momento floresce nesse trecho: …Nos aviões que vomitavam pára-quedas / Nas casamatas, caso vivas, caso morras / E nos delírios meus grilos temer…
Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam
Em seus papiros Papillon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
Que normalmente, comumente, fatalmente, felizmente,
Displicentemente o nervo se contrai, oh, com precisão
Nos aviões que vomitavam pára-quedas
Nas casamatas, caso vivas, caso morras
E nos delírios meus grilos temer
O casamento, o rompimento, o sacramento, o documento
Como um passatempo quero mais te ver, oh, com aflição
Meu treponema não é pálido nem viscoso
E os meus gametas se agrupam no meu som
E as querubinas meninas rever
Um compromisso submisso, rebuliço no cortiço
Chamo o Padre “Ciço” para me benzer, oh, com devoção
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A QUESTÃO DA IDENTIDADE - O que faz o brasil, Brasil? - Roberto DaMatta
Escrito em 27 April, 2008 por Murilo Contro
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De uma forma sucinta, o primeiro passo para iniciar o ensaio de DaMatta sobre nossa nação, é relatar o porque do título. Sendo assim, o brasil com b minúsculo, o fim que não se iniciou, o caos entre as etnias que se mesclam em nossa bela natureza tropical; a morte degenerada psicológica e social. E o Brasil com B maiúsculo, nossa pátria, nosso lar, um pedaço de terra onde vivemos e morremos, onde enfrentamos nossos maiores medos - trabalhamos, lutamos, acordamos, dormimos e sonhamos - Essas e outras formas do Brasil são interligadas de forma direta e indireta, tornando um Brasil ímpar, único, e de certa forma para cada qual que aqui vive. Uma sociedade onde o que vale é o que você aponta, anulando o próximo. Mas para ver tudo isso florescer é necessário um cutucão, uma forcinha, um ato, ou um evento qualquer que faça despertar o jeitinho, a malandragem, a audácia de nós brasileiros.
O Brasil está nas entrelinhas do cotidiano, e pode ser notado na lei que “não pega”, na comida, paixão e saudade, no carnaval que desbanca a hierarquia, no jeitinho de contornar e criar situações adversas, na cultura de cada canto do país, no sincretismo da fé que combina religiões para alcançar o Divino, no feijão com arroz, no futebol, na política… Entre diversas outras peculiaridades notáveis e que as vezes de tão praticadas passam por despercebidas. Foto: Sxc.hu
DaMatta, Roberto. O que faz o brasil, Brasil? Rio de Janeiro, Rocco, 1986, pag. 11-20
Conheça mais aqui sobre o ensaio do Clube da Leitura para a obra de Roberto DaMatta, “O que faz o brasil, Brasil?”
O que faz o brasil, Brasil? - Roberto DaMatta
Título: O que faz o brasil, Brasil?
Autor: Roberto DaMatta
ISBN: 8532502016
Editora: Rocco
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23 de Abril - Dia Internacional do Livro
Escrito em 23 April, 2008 por Murilo Contro
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Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região semi-autônoma da Espanha.
A data começou a ser celebrada em 7 de outubro de 1926, em comemoração ao nascimento de Miguel de Cervantes, escritor espanhol. O escritor e editor valenciano, estabelecido em Barcelona, Vicent Clavel Andrés, propôs este dia para a Câmara Oficial do Livro de Barcelona.
Em 6 de fevereiro de 1926, o governo espanhol, presidido por Miguel Primo de Rivera, aceitou a data e o rei Alfonso XIII assinou o decreto real que instituiu a Festa do Livro Espanhol.
No ano de 1930, a data comemorativa foi trasladada para 23 de abril, dia do falecimento de Cervantes.
Mais tarde, em 1995, a UNESCO instituiu 23 de abril como o Dia Internacional do Livro e dos direitos dos autores, em virtude de a 23 de abril se assinalar o falecimento de outros escritores, como Josep Pla, escritor catalão, e William Shakespeare, dramaturgo inglês.
No caso do escritor inglês, tal data não é precisa, pois que em Inglaterrra, naquele tempo, ainda utilizava o calendário juliano, pelo que havia uma diferença de 10 dias apara o calendário gregoriano usado em Espanha. Assim Shakespeare faleceu efectivamente 10 dias depois de Cervantes.
Fonte: Wikipédia a enciclopédia livre
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Arte-Educação para quê? (Razões para ensinar arte)
Escrito em 22 April, 2008 por Murilo Contro
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A educação é uma das ações que definem nossa humanidade: o ser humano transcende seu status animal pois vai além dos instintos: compreende, reelabora, reflete, cria e recria, critica, aprende, ensina. A busca do homem através da história é sempre uma busca de compreender e transformar a realidade.
Já foi dito que uma característica distintiva do ser humano é a necessidade do supérfluo. O que ultrapassa os limites das necessidades básicas essenciais à sobrevivência e coloca-se no campo da atribuição de sentido é o que nos torna humanos. A admiração diante de um por do sol, a necessidade de deixar uma marca que dure além do efêmero tempo de nossa existência, o incômodo diante da desorganização e a valorização de uma certa ordem individual, o espanto diante do inusitado, a apreciação da beleza, a reflexão sobre o que é diferente e nos provoca… todos os seres humanos vivenciam essas situações ao longo de suas vidas, pois são constituídos de dimensões físicas, cognitivas, emocionais, sociais, éticas e estéticas.
Essa característica pluridimensional do ser humano por si só já seria válida para justificar a importância da arte na educação, já que sua ausência não favoreceria um desenvolvimento integral da pessoa, um dos principais objetivos da educação. Mas além desse fator há outros que valem a pena serem lembrados.
A arte é cultura. É fruto de sujeitos que expressam sua visão de mundo, visão esta que está atrelada a concepções, princípios, espaços, tempos, vivências. O contato com a arte de diversos períodos históricos e de outros lugares e regiões amplia a visão de mundo, enriquece o repertório estético, favorece a criação de vínculos com realidades diversas e assim propicia uma cultura de tolerância, de valorização da diversidade, de respeito mútuo, podendo contribuir para uma cultura de paz. O conhecimento da arte produzida em sua própria cultura permite ao sujeito conhecer-se a si mesmo, percebendo-se como ser histórico que mantém conexões com o passado, que é capaz de intervir modificando o futuro, que toma consciência de suas concepções e idéias, podendo escolher criticamente seus princípios, superar preconceitos e agir socialmente para transformar a sociedade da qual faz parte.
Além das já referidas justificativas ontológicas e culturais para a importância da arte na educação, cabe falar da dimensão simbólica da arte, de seu poder expressivo de representar idéias através de linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura, a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas que a arte assume em nosso dia-a-dia.
Essas formas são linguagens criadas pela humanidade para expressar a realidade percebida, sentida ou imaginada, e como linguagens que são, têm suas próprias estruturas simbólicas que envolvem elementos tais como espaço, forma, luz e sombra em artes visuais, timbre, ritmo, altura e intensidade em música, entre outros elementos inerentes a outras linguagens da arte. Ora, o conhecimento dessas estruturas simbólicas não é evidente aos alunos, nem se constrói espontaneamente através da livre expressão, mas precisam ser ensinados. O ensino das linguagens da arte cabe também à escola, embora não apenas a ela.
Um outro argumento em defesa da arte na educação passa pela sua importância ao desenvolvimento cognitivo dos aprendizes, pois o conhecimento em arte amplia as possibilidades de compreensão do mundo e colabora para um melhor entendimento dos conteúdos relacionados a outras áreas do conhecimento, tais como matemática, línguas, história e geografia. Um exemplo mais evidente é a melhor compreensão da história, de seus determinantes e desdobramentos através do conhecimento da história da arte e das idéias sobre as quais os movimentos artísticos se desenvolveram. Não existe dicotomia entre arte e ciência, entre pensar e sentir, entre criar e sistematizar, e a fragmentação do conhecimento é uma falácia que tem estado presente na educação, devendo ser superada, pois o ser humano é íntegro e total.
Diante de tal importância que a arte assume na educação, pode-se fazer uma revisão crítica do que a escola tem alcançado em termos de ensino da arte.
Temos conseguido valorizar nos alunos sua expressividade e potencial criativo? Temos sabido perceber, compreender e avaliar suas idéias sobre as linguagens artísticas? Temos desenvolvido nosso próprio percurso em artes de tal modo que conheçamos os conteúdos, os objetivos e os métodos para ensinar cada uma das linguagens artísticas? Temos tido suficiente bagagem teórico-conceitual para identificar o momento que cada educando vivencia em sua construção de conhecimento sobre a arte e fazer intervenções que lhe permitam avançar? Temos sabido incentivar a formação cultural de nossos educandos e ajudá-los a perceberem-se como sujeitos de cultura?
Creio que estamos vivenciando um momento histórico de grande importância na educação como um todo e na arte-educação especificamente: o desafio de superar concepções tecnicistas e utilitaristas, mas também de ir além do “deixar fazer” e da livre expressão apenas, para reconhecer que a arte tem características próprias que devem ser melhor conhecidas pelos educadores, que tem objetivos próprios e seus próprios métodos. Será que nós tivemos, em nossa educação, acesso à arte? E que acesso foi esse? Estamos reconstruindo o ensino da arte, não com base no que aprendemos na escola, mas no conhecimento que estamos a construir agora.
Nós, como educadores, precisamos aprender mais para ensinar melhor. Cada um de nós deverá ser um construtor de conhecimentos e um semeador de idéias e práticas que, esperamos, darão frutos no futuro.
Indicações de Leitura:
- Derdyk, Edith. Formas de Pensar o Desenho: O desenvolvimento do grafismo infantil. São Paulo, Scipione, 1989.
- Iavelberg, Rosa. Para gostar de Aprender Arte: Sala de Aula e Formação de Professores. Porto Alegre, Artmed, 2003.
- Iavelberg, Rosa. O desenho Cultivado na Criança: Prática e Formação de Professores. São paulo, Zouk, 2006
- Nicolau, Marieta Lúcia Machado e Marina Célia Moraes Dias (orgs). Oficinas de Sonho e Realidade na Formação do Educador da Infância. Campinas, Papirus, 2003.
Artigo por Selma de Assis Moura
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O que faz o brasil, Brasil? - Roberto DaMatta
Escrito em 19 April, 2008 por Murilo Contro
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O que faz o brasil, Brasil? de Roberto DaMatta, foi o livro de estudo desse primeiro trimestre de dois mil e oito, para as aulas de Cultura Brasileira, ministradas pelo ilustre Professor Alvaro Ribeiro.
Da mesma forma que em aula estudamos capítulo por capítulo do livro; Aqui, vou postar em cada artigo um capítulo da obra. Nesse ensaio vou publicar meu ponto de vista, dividido em 8 partes cada qual de seu capitulo.
Não tenho profundos conhecimentos em Antropologia, História, ou Filosofia, gosto desses temas apenas, e venho estudando, lendo, pesquisando conforme vão me apresentando ou conhecendo por conta, portanto estou aberto para futuras correções ou críticas.
Título: O que faz o brasil, Brasil?
Autor: Roberto DaMatta
ISBN: 8532502016
Editora: Rocco
Em O que faz o brasil, Brasil? DaMatta, um dos mais influentes antropólogos do Brasil aponta os principais e corriqueiros fatos que fazem o Brasil ser o que é hoje - o Brasil do Carnaval, o Brasil preguiçoso, o Brasil de amargos trabalhadores, do famoso jeitinho que dribla a lei, o Brasil que nasce nos pequenos gestos, o Brasil sendo país do futebol - enfim como os brasileiros vem criando a identidade do Brasil.
Ensaio sobre “O que faz o brasil, Brasil? de Roberto DaMatta por Murilo Parra Contro”
Os artigos dividos na ordem dos títulos abaixo serão atualizados com links conforme forem publicados. Esse artigo será então a âncora para chegar até eles.
O que faz o brasil, Brasil? - Roberto DaMatta
- O que faz o brasil, Brasil? A questão da identidade
- A casa, a rua e o trabalho
- A ilusão das relações raciais
- Sobre comidas e mulheres…
- O carnaval, ou o mundo como teatro e prazer
- As festas da ordem
- O modo de navegação social: a malandragem e o “jeitinho”
- Os caminhos para Deus
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Brian Dettmer - Autópsia em Livros
Escrito em 9 April, 2008 por Murilo Contro
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Essa foi enviada pelo brother Marcio do blog Gazetteando
O artista contemporâneo Brian Dettmer, faz recortes em páginas de livros intercaladas, aproveitando as próprias figuras e textos de forma singular. Vejam:





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Nova York Delirante - Rem Koolhaas
Escrito em 8 April, 2008 por Murilo Contro
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Título: Nova York Delirante
Autor: Rem Koolhaas
ISBN: 978-85-7503-606-8
Editora: Cosac Naify
Polêmico e premonitório, Nova York delirante é o 11º volume da coleção Face Norte. Escrito por Rem Koolhaas, um dos mais instigantes arquitetos e teóricos da atualidade, ganhador do prêmio Pritzker em 2000 e autor de projetos como a Embaixada dos Países Baixos em Berlim e a Casa da Música, na cidade do Porto, Portugal, o livro é uma combinação entre manifesto, história, crítica e celebração da “capital do século XX”. Desde a chegada dos holandeses em 1626, o autor relata episódios marcantes da formação da cidade de Nova York: o culto da tecnologia e do artificial, os planos que definiram o traçado regular que conhecemos hoje, a invenção do elevador e a expansão para o alto, a construção de ícones como o Central Park, o Empire State e o Rockefeller Center. Um “mito” desde sua publicação original em 1978, Nova York delirante já teve inúmeras reedições em diversas línguas, mas permaneceu inédito em português. Agora, finalmente, o leitor brasileiro tem acesso a este estudo central para a compreensão da arquitetura e do urbanismo contemporâneos.
Trechos do livro Nova York Delirante - Rem Koolhaas
Programa
“Que raça povoava a ilha de Manhatta no começo?
Existiram, mas não existem mais. Dezesseis séculos da era cristã se passaram, e não restou nenhum traço de civilização onde agora se ergue uma cidade renomada pelo comércio, pela inteligência e pela riqueza. Os filhos selvagens da natureza, intocados pelo homem branco, vagueavam por suas florestas e impeliam suas leves canoas em águas tranqüilas. Mas aproximava-se o momento em que esses domínios selvagens seriam invadidos por estrangeiros que lançariam as humildes fundações de um estado poderoso e disseminariam por todo o caminho princípios exterminadores que, com uma força sempre crescente, nunca deixariam de agir, até que toda a raça aborígine fosse extirpada e sua memória [...]
Com sua imposição, Manhattan está imunizada para sempre contra qualquer (outra) intervenção totalitária. Na quadra individual – a maior área possível capaz de cair sob o controle arquitetônico – ela desenvolve uma unidade máxima de ego urbanista. Por não haver esperanças de que algum dia um cliente ou um arquiteto possa dominar partes maiores da ilha, cada intenção – cada ideologia arquitetônica – tem de ser plenamente realizada dentro dos limites da quadra.
Sobre o autor Rem Koolhaas
Rem Koolhaas (Roterdão, 17 de Novembro de 1944 - ) é um arquitecto neerlandês que começou a sua carreira como jornalista e argumentista. Sua produção bibliográfica é extensa, e tem entre as suas, diversas obras consideradas relevantes para o pensamento do espaço social posterior a década de 1960, isto é, Koolhaas faz análises do urbanismo da pós-modernidade (ainda sem nome melhor), das formas de co-habitação humana caótica. Para tal, firma o conceito do JunkSpace, descrevendo uma entrada de check-in em um aeroporto qualquer: uma cena com vidros blindados, paredes com frisos em gesso, orcquídeas indonésias e um estofado de latex chinês. Uma de suas frases mais famosas é “Coelho é o novo bife.” São leituras determinantes, especialmente o livro S,M,L,XL (em colaboração com o designer Bruce Mau) e “Delirious New York“. Rem Koolhaas foi inclusive reconhecido pela inteligência de seus textos teóricos sobre arquitetura, antes mesmo de seus projetos arquitetônicos mais famososos serem construídos.Fonte Wikipédia a enciclópedia livre.
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E-books grátis para baixar, livros em PDF online para download! Parte III
Escrito em 7 April, 2008 por Murilo Contro
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214. Alma Inquieta - Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos - Bernardo Guimarães
214. A Semana - Machado de Assis
215. Diário Íntimo - Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco - Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó - Machado de Assis
218. Canções e Elegias - Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira - José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme - Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas - Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto - Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
224. A Condessa Vésper - Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva - Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte - Machado de Assis
227. O LIVRO D’ELE - Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro - Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha - Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes - Bernardo Guimarães
232. Kamasutra - Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma - Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas - João do Rio
235. Uma Estação no Inferno - Arthur Rimbaud
236. Cinco Mulheres - Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio - Mário de Sá - Carneiro
238. O Cortiço - Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE - Florbela Espanca
240. Minha formação - Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido - Artur Azevedo
242. Auto da Alma - Gil Vicente
243. 345 - Artur Azevedo
244. O Dicionário - Machado de Assis
245. Contos Gauchescos - João Simões Lopes Neto
246. A idéia do Ezequiel Maia - Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA - França Júnior
248. Cinco minutos - José de Alencar
249. Lucíola - José de Alencar
250. Aos Vinte Anos - Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável - João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução - Ken Knab
253. O Ateneu - Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos - Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro - Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista - José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante - Machado de Assis
258. O Sertanejo - José de Alencar
259. A Conquista - Coelho Neto
260. Casa Velha - Machado de Assis
261. O Enfermeiro - Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde - José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão - Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica - Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas - Safo
266. A Viuvinha - José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei - Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos - Olavo Bilac
269. Ulysses - James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 - Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero - Plutarco
272. Espumas Flutuantes - Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça - Machado de Assis
274. As Religiões no Rio - João do Rio
275. Várias Histórias - Machado de Assis
276. A Arrábida - Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias - Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida - Honoré de Balzac
279. A Capital Federal - Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura - Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas - Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago - Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo - Machado de Assis
284. AS VIAGENS - Olavo Bilac
285. Antigonas - Sofócles
286. A Dívida - Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima - Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços - Machado de Assis
289. Ubirajara - José de Alencar
290. Poética - Aristóteles
291. Bom Crioulo - Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada - Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia - Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia - Noite - Machado de Assis
296. Via - Láctea - Olavo Bilac
297. O Mulato - Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos - Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela - José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA - Alcântara Machado
302. Vozes d’África - Antônio Frederico de Castro Alves
303. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? - José de Alencar
305. A Harpa do Crente - Vania Ribas Ulbricht
306. A Casa Fechada - Roberto Gomes Ribeiro
307. As Asas de um Anjo (Comédia) - José de Alencar
308. Béatrix - Honoré de Balzac
309. Diva - José de Alencar
310. A Melhor Amiga - Artur Azevedo
311. A Confissão de Lúcio - Mário de Sá - Carneiro
312. CONTOS AVULSOS - Alcântara Machado
313. Poemas Humorísticos e Irônicos - João da Cruz e Sousa
314. Cantiga de Esponsais - Machado de Assis
315. Quincas Borba - Machado de Assis
316. Brincar com fogo - Machado de Assis
317. Helena - Machado de Assis
318. Dentro da noite - João do Rio
319. O Livro da Lei - Aleister Crowley
320. Caramuru: poema épico do descobrimento da Bahia - José de Santa Rita Durão
321. Conto de Escola - Machado de Assis
322. Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
323. Poemas Malditos - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
324. Ao Entardecer (contos vários) - Visconde de Taunay
325. Felicidade pelo Casamento - Machado de Assis
326. Noite na Taverna - Manuel Antônio Álvares de Azevedo
327. Cartas Chilenas - Tomáz Antônio Gonzaga
328. O Mulato - Aluísio de Azevedo
329. Farsa do Velho da Horta - Gil Vicente
330. Amor com Amor se Paga - Joaquim José da França Júnior
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